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Homem controla prótese de perna com o cérebro, dizem cientistas

Zac Vawter testa a perna robótica controlada por pensamento (Foto: Divulgação/Rehabilitation Institute of Chicago)

Cientistas americanos afirmaram que um homem de 32 anos conseguiu controlar, com sucesso, os movimentos de uma perna artificial usando apenas a força do pensamento. Zac Vawter, um engenheiro de software que vive na região de Seattle, nos EUA, teve sua perna direita amputada na altura do joelho após um acidente de moto em 2009. Na ocasião, ele mesmo perguntou aos médicos sobre a tecnologia de usar a mente para mover próteses. Até então, o método havia sido usado apenas em braços.
Com isso, Vawter se tornou o primeiro homem a testar a perna biônica capaz de subir e descer escadas melhor do que qualquer outro dispositivo. O projeto levou quatro anos para dar certo e custou US$ 8 milhões (cerca de R$ 17,8 milhões) a um centro de pesquisa do exército americano. Os resultados do estudo, coordenado pelo cientista Levi Hargrove, do Instituto de Reabilitação de Chicago, foram publicados nesta quinta-feira (26) no periódico científicoNew England Journal of Medicine.
Sensores recebem impulsos de nervos e músculos do cérebro que um dia carregaram sinais ao joelho e tornozelo de Vawter, e então os leva para a prótese, que consegue ler esses impulsos. Assim, o paciente é capaz de fazer movimentos muito semelhantes ao de uma perna natural, baseado em desejos que vêm de seu próprio cérebro. O mais importante foi que Vawter conseguiu flexionar o tornozelo da perna biônica, permitindo um andar mais natural, algo que não é possível com as próteses atuais.
A prótese inteligente de Vawter ainda é apenas um experimento. Antes se tornar viável para a venda, alguns ajustes adicionais serão realizados. O paciente continua fazendo testes com o aparelho, durante uma semana a cada poucos meses, quando visita a clínica em Chicago. A empresa Freedom Innovations LLC, com sede em Irvine, na Califórnia, está trabalhando para tornar a perna biônica um pouco menor, mais silenciosa e mais resistente. De qualquer forma, o aparelho promete ajudar milhares de pessoas que vivem nessas condições.
EK
Wilson Faustino

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